I'm that angry person, but can be very affectionate, I am violent, more can also be sweet and gentle, I am that angel who can be evil, I can be as well, I'm the one for which you will fall in love, but can unless you start hating me. 'm Something that people think I'm not, and I am something that one does not imagine that I am.
Background Illustrations provided by: http://edison.rutgers.edu/
Reblogged from effingos  5.010 notas

Tudo destruído por briguinhas à toa. Implicâncias por nada. Ficar puto por tudo e por nada. Dia a dia, ano a ano, ralando. Em vez de se ajudar um ao outro, a gente se cortava todos os dias, por uma coisa e outra. Uma aporrinhação infindável. Torna-se uma competição barata. E, uma vez que a gente entra, vira um hábito. Parece que não vai conseguir sair. A gente quase não quer sair. E de repente sai. Completamente. By Charles Bukowski.    (via effingos)

Reblogged from effingos  154 notas

— Você gosta de estrelas?
— Gosto. Você também?
— Também. Você está olhando a lua?
— Quase cheia, em Aries.
— Hoje Marte faz oposição com a Terra.
— Com a lua é daqui a seis dias. Chamam de lua vermelha.
— Isso é bom?
— Eu não sei. Deve ser.
— É sim. Bom encontrar você.
— Também acho.
(silêncio)
— Você gosta de Marte?
— Gosto. Na verdade “desejaria viver em Marte onde as almas são puras e a transa é outra” .
— Que é isso?
— Um poema de um menino que vai morrer.
— Como é que você sabe?
— Em fevereiro, ele vai desistir em fevereiro.
— Hein?
(silêncio)
— Você tem um cigarro?
— Estou tentando parar de fumar.
— Eu também. Mas queria um coisa nas mãos agora.
— Você tem alguma coisa nas mãos agora.
— Eu?
— Eu.
( silêncio)
— Como é que você sabe?
— O quê?
— Que o menino vai desistir.
— Sei muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda. Por isso minha família me caça.
— Eu não sei nada.
— Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
— Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não consigo entender. Ninguém entende.
— As vezes sim. Eu te ensino.
— Difícil, morri em dezembro, no meu primeiro casamento.
— Também. Na primeira lua cheia. Depois sai do corpo. Você já saiu do corpo?
(silêncio)
— Você tomou alguma coisa?
— O quê?
— Cocaína, morfina, candeína, mescalina, heroína, estamina, psilocibina, metedrina. Juízo?
— Não tomei nada. Não tomo mais nada.
— Nem eu. Já tomei tudo.
— Tudo?
— Aconito tem parte com o diabo.
— O diferente aperfeiçoa o real.
— Agora quero ficar limpa, de corpo e alma, cuidar dos filhos. Não quero sair do corpo.
(silêncio
— Acho que estou voltando. Usava vestidos justos e camisetas do mickey.
— Meus cabelos eram loiros pervertidos, e eu tenho uma tatuagem.
— Alguma coisa se perdeu.
— Também acho. Aonde fomos? Aonde ficamos?
— Alguma coisa se encontrou.
— E aqueles planos?
— E aquelas zumbas?
— O sol já foi embora.
— A estrada escureceu. Mas navegamos.
— Sim. Aonde está o norte?
— Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.
— Você é de Aries?
— Sou. E você, de Sagitário?
— Sou. Eu sabia.
— Eu sabia também.
— Combinamos: Lua.
— Sim. Combinamos. Marte. By Ciceero M. A noite em que Marte fez oposição com a Terra. (via effingos)