I'm that angry person, but can be very affectionate, I am violent, more can also be sweet and gentle, I am that angel who can be evil, I can be as well, I'm the one for which you will fall in love, but can unless you start hating me. 'm Something that people think I'm not, and I am something that one does not imagine that I am.
Background Illustrations provided by: http://edison.rutgers.edu/
Reblogged from effingos  4.662 notas

Tudo destruído por briguinhas à toa. Implicâncias por nada. Ficar puto por tudo e por nada. Dia a dia, ano a ano, ralando. Em vez de se ajudar um ao outro, a gente se cortava todos os dias, por uma coisa e outra. Uma aporrinhação infindável. Torna-se uma competição barata. E, uma vez que a gente entra, vira um hábito. Parece que não vai conseguir sair. A gente quase não quer sair. E de repente sai. Completamente. By Charles Bukowski.    (via effingos)

Reblogged from effingos  129 notas

— Você gosta de estrelas?
— Gosto. Você também?
— Também. Você está olhando a lua?
— Quase cheia, em Aries.
— Hoje Marte faz oposição com a Terra.
— Com a lua é daqui a seis dias. Chamam de lua vermelha.
— Isso é bom?
— Eu não sei. Deve ser.
— É sim. Bom encontrar você.
— Também acho.
(silêncio)
— Você gosta de Marte?
— Gosto. Na verdade “desejaria viver em Marte onde as almas são puras e a transa é outra” .
— Que é isso?
— Um poema de um menino que vai morrer.
— Como é que você sabe?
— Em fevereiro, ele vai desistir em fevereiro.
— Hein?
(silêncio)
— Você tem um cigarro?
— Estou tentando parar de fumar.
— Eu também. Mas queria um coisa nas mãos agora.
— Você tem alguma coisa nas mãos agora.
— Eu?
— Eu.
( silêncio)
— Como é que você sabe?
— O quê?
— Que o menino vai desistir.
— Sei muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda. Por isso minha família me caça.
— Eu não sei nada.
— Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
— Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não consigo entender. Ninguém entende.
— As vezes sim. Eu te ensino.
— Difícil, morri em dezembro, no meu primeiro casamento.
— Também. Na primeira lua cheia. Depois sai do corpo. Você já saiu do corpo?
(silêncio)
— Você tomou alguma coisa?
— O quê?
— Cocaína, morfina, candeína, mescalina, heroína, estamina, psilocibina, metedrina. Juízo?
— Não tomei nada. Não tomo mais nada.
— Nem eu. Já tomei tudo.
— Tudo?
— Aconito tem parte com o diabo.
— O diferente aperfeiçoa o real.
— Agora quero ficar limpa, de corpo e alma, cuidar dos filhos. Não quero sair do corpo.
(silêncio
— Acho que estou voltando. Usava vestidos justos e camisetas do mickey.
— Meus cabelos eram loiros pervertidos, e eu tenho uma tatuagem.
— Alguma coisa se perdeu.
— Também acho. Aonde fomos? Aonde ficamos?
— Alguma coisa se encontrou.
— E aqueles planos?
— E aquelas zumbas?
— O sol já foi embora.
— A estrada escureceu. Mas navegamos.
— Sim. Aonde está o norte?
— Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.
— Você é de Aries?
— Sou. E você, de Sagitário?
— Sou. Eu sabia.
— Eu sabia também.
— Combinamos: Lua.
— Sim. Combinamos. Marte. By Ciceero M. A noite em que Marte fez oposição com a Terra. (via effingos)

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Quantos sorrisos de mentira você já distribuiu por aí? Quantas vezes teve que esconder o que realmente estava sentindo? Quantas palavras já disse, querendo dizer outras? Quantas vezes mentiu, dizendo que estava tudo bem? Quantas vezes se fez de forte, mesmo estando quebrado por dentro? Quantas vezes se decepcionou por causa de expectativas frustradas? Quantos sentimentos não correspondidos já te feriram? Quantos dias passou se sentindo sozinho, com a solidão como única companheira? By Gian Lucas.  (via verbografos)